Em ato, ativistas pressionam Haddad pelo veto ao foie gras

Por Yuri Gonzaga

Ativistas pró-direitos dos animais, incluindo a atriz Luisa Mell, realizaram nesta quarta-feira (24) à frente do Palácio do Anhangabaú um protesto pela sanção do projeto de lei que propõe o veto à produção e à venda do foie gras e de peles de animais.

O prefeito Fernando Haddad (PT) recebeu os manifestantes depois do ato. Mell publicou nas redes sociais uma foto em que entrega ao governante cerca de 90 mil assinaturas que foram coletadas de internautas em apoio à proibição do patê de fígado de ganso, considerado fruto de tratamento cruel pelo fato de os produtores forçarem a engorda das aves.

Grupos pressionam prefeito Haddad pela sanção da lei que proibiria a venda do foie gras (Dário Oliveira/Codigo19/Folhapress)
Grupos pressionam prefeito Haddad pela sanção da lei que proibiria a venda do foie gras (Dário Oliveira/Codigo19/Folhapress)

O prazo para que o PL 537/2013, aprovado na Câmara Municipal paulistana em 12 de maio, vence nesta quinta-feira (25).

“Conseguimos! Fomos atendidos pelo prefeito de São Paulo, entregamos as assinaturas e tivemos uma breve reunião sobre o tema! Até amanhã ele decidirá”, escreveu Mell.

Contatada, a assessoria de imprensa da prefeitura não respondeu até o momento.

O coordenador de grupos da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira, organizadora do ato), Ricardo Laurino, disse que o saldo da reunião foi positivo para os ativistas.

“Procuradores indicaram negativamente quanto à constitucionalidade da lei. Se não tivéssemos a conversa, o veto [não sanção] seria certo”, disse.

“Mas depois da conversa, a possibilidade de sancionar tornou-se boa, contudo ainda incerta. Admitiram que havia subjetividades, e a OAB apresentou um viés positivo em seu parecer“, conta.

 

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Atriz e ativista dos direitos dos animais, Luisa Mell entrega assinaturas de abaixo-assinado pelo veto ao foie em SP (Reprodução/Instagram.com/luisamell)

Ao “Veg”, Guilherme Carvalho, secretário-executivo da SVB, disse nesta terça (23) que “o que está em jogo é a possibilidade de começar a conceder maior respeito aos animais.”

“Se o projeto for vetado, a cidade de São Paulo perde a chance de ser um exemplo de civilidade e de um respeito mínimo para com os animais que usamos e abusamos como objetos”, diz.

O advogado Ives Gandra Martins afirmou ao “Veg” em maio que a proposta é inconstitucional, já que assuntos relacionados a meio ambiente e a direitos dos animais são de competência federal, e não municipal.

Em resposta, Laércio Benko (PHS), vereador responsável pelo projeto, disse que a análise de Gandra Martins era “de uma linha ‘ultramasterconservadora’.