Vegan Burger, de SP, expande área de entrega, faz reforma e inclui ‘queijo’

Por Yuri Gonzaga

O Vegan Burger, um dos mais antigos e conhecidos deliveries vegetarianos de São Paulo, começa nesta segunda-feira (16) a entregar em boa parte do centro expandido, com novos hambúrgueres e a inclusão de queijo vegetal em boa parte deles.

A empresa também ganhou uma nova identidade visual e um novo site, agora veganburger.com.br.

“É uma coisa que eu queria ter feito há muito, mas só agora conesgui investir tempo e dinheiro”, diz o fundador Jean Michel, que conta que a sempre crescente demanda motivou essa reforma, a primeira da empresa.

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“O número de pedidos cresce desde que começamos a funcionar, mas ultimamente tem crescido mais do que o normal. Nossa média é fazer entre 25 e 30 pedidos diários, mas nas últimas semanas tivemos até 50 pedidos num dia.”

(A título de transparência, Jean e eu somos amigos de fora do círculo do vegetarianimo)

Os lanches vão de R$ 13,50 a R$ 17,50, e são suficientes para satisfazer gente grande –talvez não todo ogro vegano. (O melhor deles, na minha opinião, é o célebre Seu Ervilho)

RECEITAS

Jean é o responsável pela concepção dos hambúrgueres, que aprendeu a fazer com o chef vegano André Vieland.

O queijo, novidade no Vegan Burger, é feito pela empresa grega Violife. “A galera está pirando. Derrete, tem gosto de queijo, tem uma ótima textura.” A maionese é feita pela própria empresa.

Os ingredientes são comprados na zona cerealista, em São Paulo. “A gente reduz ao máximo os danos aos animais, mas alguns fornecedores não são veganos, como os de óleo de soja.”

No cardápio:

  • Veg Lutti: hambúrguer de grão de bico, creme de tomate seco e rúcula
  • Veg Caipira: hambúrguer de soja, “queijo” muçarela, alface, tomate, maionese
  • Velodef: hambúrguer de soja defumada, “queijo” americano, molho à base de picles, tomate e cebola, ketchup e mostarda
  • Veg Merckx: hambúrguer de soja, “queijo” americano, maionese, tomate e alface
  • Veg Marinho: hambúrguer de soja e linhaça com algas, cenoura, beterraba, alface, maionese
  • Seu Ervilho: hambúrguer de ervilha com curry, rúcula, cenoura e maionese
  • Levíssimo: hambúrguer de quinoa com cenoura, creme de manjericão, alface e tomate
Queijo vegano da Violife, empresa grega (Reprodução/Facebook)
Queijo vegano da Violife, empresa grega (Reprodução/Facebook)

EXPANSÃO

Antes, o Vegan Burger entregava praticamente só no centro. Com a contratação de novos bikeboys, a equipe da gerente Janete (mãe de Jean) passará a levar os lanches para Pinheiros, Perdizes, Itaim Bibi, Jardins, Moema, uma parte da V. Olímpia, V. Clementino e V. Mariana e Aclimação.

Os pedidos podem ser feitos por telefone e por meio dos aplicativos Hellofood e Meatless.

Área laranja: entrega por R$ 6; área cinza: entrega por R$ 9
Área laranja: entrega por R$ 6; área cinza: entrega por R$ 9

Além de Jean e Janete, que conta com um ajudante na cozinha, a expansão teve a ajuda de Pedro Lutti, fotógrafo, Diego “The Kid” Martins, designer, Ana Lorena Gonzalez Yamashita, assessora de imprensa.

HISTÓRIA

Jean, que tem 25 anos (e dez de veganismo), conta que nunca foi ovolactovegetariano. “Quando estava no colégio, um amigo chegou com uma camiseta estampada com a figura de uma vaca ensanguentada, escrito: ‘Que cara tem sua comida?'”, conta.

“Falei, cara, que merda é essa? E ele explicou sobre vegetarianismo.” Então, os dois começaram a pesquisar juntos sobre exploração animal e decidiu deixar de consumir qualquer coisa que causasse sofrimento a outras espécies. “Ficamos pilhados na ideia. Ele já estava há algumas semanas sem comer carne, e nos tornamos veganos.” Ambos são veganos até hoje.

Em 2009, depois de algumas frustrações profissionais, Jean decidiu que queria ser seu próprio patrão. “Estava sentado em frente ao computador, pensando no que poderia fazer. Tinha um PC na minha frente e uma bike do meu lado. Pensei: vou fazer hambúrguer e entregar de bicicleta.”

Então, Jean criou uma comunidade no Orkut e criou um cardápio de quatro hambúrgueres, cujos pedidos recebia em um dia e, no seguinte, preparava pela manhã e entregava à tarde. Ele conta que, nessa época, trabalhando sozinho, percorria até 130 km com sua bicicleta de uma marcha para entregar três pedidos.

Quando sua mãe voltou do Paraná para morar novamente em São Paulo, ele pediu para que ela o ajudasse na preparação dos lanches. Então, chamou amigos para ajudarem na entrega. E assim se passaram seis anos.

“A estrutura não conseguiu acompanhar o crescimento das vendas, eu estava trabalhando muito, todos os dias”, conta. Há cerca de um ano, Jean se mudou para Curitiba e, comandando a operação de longe, conseguiu tempo para as mudanças longamente esperadas.

Ele diz que abrir um ponto físico não está nos planos. “A nossa ideia é aperfeiçoar o que já temos, chegar a 50 pedidos diários, ou mais.” Para isso, diz que deve voltar para São Paulo em breve. “Tenho saudade, e planos.”