Mercado vegetariano cresce 17% em um ano na Alemanha e chega a R$ 2 bilhões

Por Yuri Gonzaga

A venda de alternativas à carne e a laticínios foi expandida em 17% no ano passado, atingindo 454 milhões de euros (cerca de R$ 2 bilhões), com tendência de manutenção do crescimento nos próximos anos, segundo um estudo publicado pelo Instituto para a Pesquisa em Comércio de Colônia.

As “carnes”, leites vegetais, cereais matinais e patês foram os grupos que tiveram maior expansão, com destaque também para outras bebidas, segundo a pesquisa divulgada pelo International Supermarket News na semana passada.

“Isto pode ser uma ótima notícia para as redes de comércio que visam aumentar sua participação de mercado”, diz a notícia. O crescimento vai continuar, segundo as previsões do insistuto.

Houve um aumento no consumidores que não são veganos ou vegetarianos mas que optam por não comer carne ou outros produtos animais.

Além dos que optam por essas alternativas por questões ambientais ou de saúde, os que sofrem de alergias ou cuja religião não permite o consumo de alguns ingredientes não veganos também ajudam o setor.

Segundo o estudo, que entrevistou 1.044 consumidores, a maior parte dos consumidores de produtos vegetarianos não é, na verdade, vegetariana.

A pesquisa também traçou um ligeiro perfil do vegano na Alemanha: 81% são mulheres, no geral têm menos de 29 anos e com educação formal acima da média.